"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular..."

sábado, 26 de março de 2011

Não peça que eu interprete meus textos! Já me exponho escrevendo-os, não quero ter que me despir interpretando-os...

Pedra

Bem dizia o poeta...

"No meio do caminho havia uma pedra, havia uma pedra no meio do caminho..."
No meu caminho houve uma pedra.
Peguei-a, coloquei no bolso, tentei fazê-la andar comigo.
Pesou, me machucou, atrapalhou minha caminhada...
Decidi deixa-la para trás.
Retomei o meu caminho!

A pedra?
Continua lá, onde a deixei!
Imóvel, restrita a ser o que lhe é permitido...
Apenas uma pedra, no meio do caminho!

Eu aprendi a tomar mais cuidado com as pedras,
Aprendi a desviar delas...
Mas acho que acostumei a sentir o peso da pedra no meu bolso!
As vezes me faz falta...
E eu penso: ainda assim, é só uma pedra!

Me incomoda vê-la parada, imóvel, estática...
Condenada a ser apenas uma pedra em muitos caminhos...
Fiz o que pude para que ela não fosse apenas isso.
Torço para que mesmo sendo pedra, ela perca o medo de se deixar levar!
Que não seja um peso para quem se dispõe a carrega-la...

E que seja pedra até o fim, mas que não machuque quem se depara com ela, no meio do caminho...
As vezes a gente insiste em algo que sabemos não valer a pena... para termos certeza do que realmente vale!

domingo, 13 de março de 2011

Porques

Me pergunto se é possível ter somente imaginado!
Não ter realmente vivido, tudo que acho que vivi...
Aqueles olhos que me diziam muito, me diziam tudo!


Será que me enganei?
As palavras eram apenas palavras...
O toque, o cheiro, o gosto...
Tudo que me fazia acreditar que era verdade
De repente se desfaz, vira pó...


E o que fazer com todos esses sentimentos que deixou aqui?
Eles não se desfazem, por mais que eu tente!
Não viram pó, porque os fortaleci, alimentei.


De que adiantou?
Nada, você não está mais aqui...
Sobram só lembranças e pensamentos que me machucam!
Que me deixam assustada, com a rapidez com que tudo se desfez...


Covardia me fazer acreditar que era verdade e depois ir assim...
Sem me falar os "porques"!
Deixando na minha cabeça cenas e frases que causam dor!
Que marcam você, ainda mais, em mim...

quinta-feira, 10 de março de 2011

O dia sempre dá uma iluminada nos nossos pensamentos! 
Mas isso não quer dizer que eles deixaram de existir...
E a noite faz questão de jogar isso na nossa cara!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Prisioneiros de mim

Tenho medo de que meu pensamento preceda "algo"
E faça com que esse "algo" perca a graça, desista de existir...
Medo de que meu pensamento afaste possibilidades!

Se me deparo com pensamentos importantes
Daqueles que fazem parte de mim, do que eu sou
Assusto-me e guardo!
Guardo meu pensamento em um lugar que não quero achar...

Tenho pensamentos que me assustam tanto, que os escondo até de mim!
Nem sempre são ruins!
As vezes um desejo profundo de felicidade!
Mas aceita-los me parece uma maneira de torna-los reais, possíveis...
E isso, dá medo...

Não gosto da ideia de dar forma aos pensamentos que vivem aqui...
Na maioria das vezes me decepciono!
O som não é exatamente o que imaginei,
A letra não transmite tudo o que precisava dizer...
Fica sempre um vazio que não é possível preencher com matéria
Porque pensamento é fluido impalpável...
E os aprisiono em mim...

Pessoas...

Há momentos que não arrisco ouvir música
Ela tem o dom de mexer com meus sentimentos.
É capaz de me fazer alegre e me lembrar momentos bons!
Ou de dizer exatamente o que me esforço pra não ouvir...

Talvez toque aquela música que me faça lembrar do antes,
Do quanto que era diferente.
Saberei exatamente o que falta hoje...
E não sei se suportaria isso!

Me fascina o poder que certas músicas tem sobre mim
Como se fosse possível voltar no tempo
E reviver as mesmas emoções!
Só que a música chega ao fim... 
Essas emoções se esvaem...
Deixando um vazio no lugar onde havia o som, o sentir!

O medo de ouvir certas músicas vem do espaço que são capazes de ocupar,
De preencher com as emoções e sentimentos que provocam...
Dos acordes e refrões que insistem em ficar na sua cabeça,
No lugar de um novo som que poderia tocar...

Medo do depois...
Do silêncio que se intensifica quando chegam ao final
Materializando sua ausência!

Músicas me lembram pessoas...

Maneiras

As vezes passo horas em silêncio.
Ouvindo os sons a minha volta...
Olhando.
Me distraindo com alguma coisa
Que finjo me importar...
Me ocupo.
Procuro maneiras de não pensar em você
Em nós...