Bem dizia o poeta...
"No meio do caminho havia uma pedra, havia uma pedra no meio do caminho..."
No meu caminho houve uma pedra.
Peguei-a, coloquei no bolso, tentei fazê-la andar comigo.
Pesou, me machucou, atrapalhou minha caminhada...
Decidi deixa-la para trás.
Retomei o meu caminho!
A pedra?
Continua lá, onde a deixei!
Imóvel, restrita a ser o que lhe é permitido...
Apenas uma pedra, no meio do caminho!
Eu aprendi a tomar mais cuidado com as pedras,
Aprendi a desviar delas...
Mas acho que acostumei a sentir o peso da pedra no meu bolso!
As vezes me faz falta...
E eu penso: ainda assim, é só uma pedra!
Me incomoda vê-la parada, imóvel, estática...
Condenada a ser apenas uma pedra em muitos caminhos...
Fiz o que pude para que ela não fosse apenas isso.
Torço para que mesmo sendo pedra, ela perca o medo de se deixar levar!
Que não seja um peso para quem se dispõe a carrega-la...
E que seja pedra até o fim, mas que não machuque quem se depara com ela, no meio do caminho...
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